Num intervalo de 15 dias o Esp(a)ço foi invadido e furtado 4 vezes. A vizinhança, que vem sendo vítima disso há algum tempo, fez o que o senso comum recomenda: acionou as autoridades, ligando para a Brigada Militar, que demorou o suficiente para que os assaltantes conseguissem entrar pelo telhado, arrombar quatro portas e praticamente levar tudo que tivesse valor para revenda, inclusive eletrodomésticos de grande porte. Ao contrário do que ocorre em marchas, manifestações e protestos quando a polícia sempre desloca um grande efetivo, e muito diferente de quando o próprio Esp(a)ço exibiu um documentário sobre o genocídio na Palestina e a Brigada Militar acionou diversas viaturas e soldados que se fizeram presentes durante as quatro horas de duração da atividade.
Fica claro para quem quiser ver, que a polícia e o Estado de forma geral não existem, e nunca existiram, para nos proteger, mas para manter uma ordem social injusta que empurra as pessoas mais desespe
... exibir maisNum intervalo de 15 dias o Esp(a)ço foi invadido e furtado 4 vezes. A vizinhança, que vem sendo vítima disso há algum tempo, fez o que o senso comum recomenda: acionou as autoridades, ligando para a Brigada Militar, que demorou o suficiente para que os assaltantes conseguissem entrar pelo telhado, arrombar quatro portas e praticamente levar tudo que tivesse valor para revenda, inclusive eletrodomésticos de grande porte. Ao contrário do que ocorre em marchas, manifestações e protestos quando a polícia sempre desloca um grande efetivo, e muito diferente de quando o próprio Esp(a)ço exibiu um documentário sobre o genocídio na Palestina e a Brigada Militar acionou diversas viaturas e soldados que se fizeram presentes durante as quatro horas de duração da atividade.
Fica claro para quem quiser ver, que a polícia e o Estado de forma geral não existem, e nunca existiram, para nos proteger, mas para manter uma ordem social injusta que empurra as pessoas mais desesperadas para o crime, e depois as massacra no sistema prisional. Fomentando um ciclo de violência que atinge todys nós.
Não queremos que as pessoas que invadiram e furtaram sejam punidas com tortura ou privação da liberdade, pois sabemos que isso não soluciona nem a situação que as levou a fazer o que fizeram, nem impede que outras pessoas façam o mesmo. Não defendemos a propriedade privada. Temos ainda mais convicção agora que a polícia não está do nosso lado e que o Estado serve ao Capital e não às pessoas.
Nos sentimos insegurys de seguir ocupando o mesmo imóvel e estamos, coletivamente, buscando soluções que podem levar algum tempo. A Apoio Mútuo, Loja Grátis, não estará aberta todas as terças, nem qualquer outro dia, ao menos por enquanto.
Assim que tivermos novidades sobre a atuação do coletivo, divulgaremos em nosso site e redes sociais. Contamos com a colaboração, solidariedade e compreensão de todys. Seguiremos juntys.
#PortoAlegre #ACAB
Palangu
in reply to Ecologia Digital • • •Jecogeo
in reply to Ecologia Digital • • •veja esse trecho de A Era do Capitalismo de Vigilância, da Shoshana Zuboff (pg 145-146):
“[…] Forticações foram erigidas em quatro arenas principais para proteger o Google, e eventualmente outros capitalistas de vigilância, de interferência e crítica política: (1) a demonstração das capacidades exclusivas do Google como fonte de vantagem competitiva em política eleitoral; (2) um deliberado obscurecimento dos limites entre os interesses públicos e os privados por meio de certas relações e de um lobby agressivo; (3) uma alta rotatividade entre funcionários e executivos entre o Google e o governo Obama, unidos por afinidades eletivas durante o crescimento crucial do Google entre os anos de 2009 a 2016; e (4) a intencional campanha de influência do Google sobre o trabalho acadêmico e a conversa cultural mais ampla tão crucial para a formação de políticas, opinião pública e percepção política. Os res
... exibir maisveja esse trecho de A Era do Capitalismo de Vigilância, da Shoshana Zuboff (pg 145-146):
“[…] Forticações foram erigidas em quatro arenas principais para proteger o Google, e eventualmente outros capitalistas de vigilância, de interferência e crítica política: (1) a demonstração das capacidades exclusivas do Google como fonte de vantagem competitiva em política eleitoral; (2) um deliberado obscurecimento dos limites entre os interesses públicos e os privados por meio de certas relações e de um lobby agressivo; (3) uma alta rotatividade entre funcionários e executivos entre o Google e o governo Obama, unidos por afinidades eletivas durante o crescimento crucial do Google entre os anos de 2009 a 2016; e (4) a intencional campanha de influência do Google sobre o trabalho acadêmico e a conversa cultural mais ampla tão crucial para a formação de políticas, opinião pública e percepção política. Os resultados dessas quatro arenas de defesa contribuem para uma compreensão de como os fatos do capitalismo de vigilância vieram a se firmar e por que continuam a prosperar.”
Essa é a tática. Abrir caminho se infiltrando nos governos.
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